Eu sou a dor profunda de quem não sabe mais quem é. A incerteza absoluta de quem está cansada de não saber mais o que quer. Esbarro em muros altos e me deparo com valas instransponíveis, isso quando não estou fazendo o papel de um alvo imóvel para zombarias e violências contra a minha alma. Sei que vai me matar. Mas você diz que mereço. Me amordaça e me obriga a falar. Me deixou num deserto e quer que eu frutifique. Me fere de morte todos os dias ou me abandona. Não há uma terceira opção. Debocha. Ri. Ou nem vê. E nem quer. Diz: te vira! Mas não pra me ve tentar. É mentira. A única coisa que lucrarás é ver, como criança arteira que tira o peixe do aquário, eu me debater de maneira totalmente vã. De intensa, enérgica, fogosa e apaixonante mulher para isto aqui. Isto que você não pode ver.




























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